Sem rede de esgoto, Correia Pinto está atrás de Lages Otacílio Costa e Curitibanos no saneamento sanitário
A situação do esgotamento sanitário em Correia Pinto contrasta com a realidade de municípios vizinhos como Lages, Otacílio Costa e Curitibanos, que já possuem redes públicas de coleta e estações de tratamento, ainda que com cobertura parcial.
Lages tem maior cobertura, mas ainda despeja grande volume sem tratamento
Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam que cerca de 35,5% da população de Lages possui atendimento por rede de esgoto, índice superior à média catarinense. Mesmo assim, o desafio ainda é grande.
Curitibanos possui rede e tratamento, mas cobertura ainda é limitada
Já em Curitibanos, cerca de 27,4% da população tem acesso aos serviços públicos de esgotamento sanitário, percentual abaixo da média estadual.
Otacílio Costa: possui rede e tratamento, mas cobertura ainda é limitada
Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam que 28,3% da população de Otacílio Costa tem acesso ao serviço público de esgotamento sanitário, percentual abaixo da média estadual (34%) e nacional (59,7%).
Correia Pinto: realidade mais crítica
Diferentemente das cidades vizinhas, Correia Pinto ainda não possui rede pública estruturada de coleta nem estação de tratamento de esgoto, o que faz com que a maior parte dos dejetos seja destinada por fossas rudimentares, despejados na rede pluvial ou soluções individuais.
Especialistas apontam que essa situação pode gerar impactos como:
- contaminação de rios e nascentes
- aumento de doenças de veiculação hídrica
- risco de poluição do lençol freático
- dificuldade na atração de empresas e investimentos
- desvalorização imobiliária
- aumento dos custos públicos com saúde e obras
Oportunidades para reduzir o atraso
Apesar do cenário desafiador, a legislação nacional abriu uma janela de oportunidades. O novo marco legal do saneamento estabelece metas para que 90% da população brasileira tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033, incentivando concessões, parcerias e regionalização dos serviços.
Para Correia Pinto, exemplos e outras cidades podem indicar caminhos possíveis:
- integração regional com municípios da Serra
- implantação de sistemas modulares ou estações compactas
- parcerias com a iniciativa privada
- captação de recursos federais e estaduais
- atualização do Plano Municipal de Saneamento
Comparação regional evidencia necessidade de avanço
Enquanto Lages, Otacílio Costa e Curitibanos já possuem estruturas implantadas — ainda que incompletas — Correia Pinto permanece em estágio inicial no esgotamento sanitário. A comparação regional reforça a urgência de investimentos para que o município acompanhe o crescimento urbano e reduza impactos ambientais e sociais.
- Com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

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